Eu sou feminista e apaixonada pelas personagens femininas das histórias em quadrinhos. Primeiro por eu ser feminista e segundo por elas sempre serem donas do próprio nariz e representarem excessivamente bem o papel de mulher forte. Por isso resolvi criar um "bloco" para toda história de protagonista feminina que eu ler e mostrar para vocês que assim como os heróis e anti-heróis, as heroínas e anti-heroínas também tem enredos incríveis para serem admirados.
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Essa hq faz parte da série de histórias em quadrinhos da DC Comics, o 'Antes de Watchmen' que conta a história de como cada personagem se tornou os vigilates que conhecemos em Watchmen.
Esta hq foi criada por Darwyn Cooke e Amanda Conner e conta a história de como a adolescente Laurel Jane Júpiter aceitou o manto de super-heroína da mãe e tornou-se a Espectral de Watchmen. Desde pequena Laurel é treinada pela mãe Sally, para tomar o lugar dela quando tivesse a idade e, claro, para se livrar do mal do mundo #pqnémtlógico. Laurel é curiosa, astuta, ousada e corajosa e não aceita o passado que a mãe possuiu, como Espectral depois do fim dos Minutemen. (Resenha da hq dos Minutemen depois no blog).
Júpiter, como é chamada durante boa parte da hq, vivia trancafiada em casa, não tinha amigos na escola e nem saía. Até o dia em que ela tem uma treta com a mãe e foge de casa sem rumo, para se aventurar.
Na estrada ela pega carona com um grupo de hippie indie hipster urban conceituais, dos anos 60', conhecem a Gigi e o Chappy e vão parar em São Francisco morar de favor com eles. Ela começa a viver uma vida legal, massa, divertida até que escuta, enquanto limpava umas mesas, alguns homens falando sobre uma missão noturna.
História vai, história vem e vemos o início de Laurel como uma vigilante, desde as pequenas lutas até a sua busca interminável pelo Gurustein, um traficante hippie que quer introduzir uma droga nova, produzida pelo Dr. Dorguinha Owsley, que induz mentalmente o consumo incontrolável para quem a consume. Após uma festa muuuuuuuuuito insana, o namorado da Júpiter fica inconsciente por causa da droga e é internado, causando uma fúria imensa e fazendo ela ir atrás do Gurustein para evitar que mais daquilo ocorra.
A minha parte predileta da hq é quando o Tio Blake, vulgo Comediante, sequestra o Greg, namorado dela, no hospital e o tortura até que ele escreva uma carta dando um fidap*ta de um tchau para ela e vá se alistar na marinha. Eu adorei esta parte, porque ela determina todo o final da hq.
Enquanto toda aquela aventura hippie acontecia, a Laurel escreveu uma carta pro Tio Hollis, o antigo coruja, e para a Sally dizendo que estava bem e indo de vento em poupa em São Francisco e tal. E isso faz o Hollis ir atrás dela para leva-lá para casa a pedidos da mãe. É a chegada do tio que muda tudo na vida da nossa super heroína. Ela volta para a casa da mãe e se muda para Nova Iorque para entrar nos Watchmen.
PORQUE EU ACHO A ESPECTRAL "JÚPITER" UMA MULHER PODEROSA DOS QUADRINHOS?
Desde o primeiro momento é mostrado no quadrinho da Júpiter que ela é uma menina enclausurada e presa nas loucuras do passado da mãe, mas que tem uma personalidade muito forte e que não se contenta fácil com um simples comando da mãe. Ela faz o que quer quando se revolta e isso molda o seu caminho para virar a Espectral que existe na Graphic Novel e no filme de 2009 do Zack Snyder. Ou seja, mesmo existindo na sua história inicial um amor, um "pai" desconhecido psicopata protetor, uma mãe ex-heróina transtornada e todo o mais, ela se mantêm firme e continua fazendo o que quer. Esse fator é deixado bem claro no final da hq, em questão, e da Graphic Novel original do Alan Moore. Então sim, para mim a Espectral da Júpiter é muito muito foda e merece a resenha de estreia.




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