Nessa
vida de explorar novos gêneros literários, acabei descobrindo mais um que tem
chamado muito a minha atenção: suspense/terror. Sim, eu, a garota das fantasias
e romances sobrenaturais, se aventurando em livros desse gênero, em que arrisca
dizer que seu livro favorito (até agora) é um livro de suspense (Falarei
sobre ele em outro post). Mesmo amando filmes e séries de terror, eu nunca
tinha me arriscado no âmbito literário. E nessas recentes andanças por esse
habitat desconhecido, me deparei com Raphael Montes, um escritor nacional que
me encantou apenas pela sinopse de seus livros.
Foi
vagando pelo facebook que o conheci. A página da editora estava divulgando o
mais novo lançamento, O Vilarejo. O livro é uma junção de sete contos que
ocorrem em um mesmo vilarejo que acabou esquecido do resto do mundo durante um
período de guerra. Cada conto engloba o lado mais sombrio e profundo do ser
humano e aquilo que ele é capaz de fazer, o levando a esquecer de qualquer
moral ainda existente em si. Sua forma de lidar com o seu pecado mais íntimo.
Não
sei nem por onde começar, mas vamos tentar. Eu simplesmente amei esse livro. É
um livro pequeno e de leitura bem rápida. A linguagem é simples e bem fluida. Raphael
escreve tais situações de uma maneira tão natural que você se vê naquela cena,
presenciando tudo aquilo que está ocorrendo e as ilustrações ajudam bastante
nesse quesito. Por sinal, preciso parabenizar a Suma de Letras pela edição
maravilhosa! Os contos são um tanto independentes, você pode lê-los em qualquer
ordem que não vai fazer muita diferença. Apesar de se passarem em um mesmo
local com personagens de outros contos aparecendo em outros, eles não são diretamente
interligados. Porém super indico ler o primeiro conto, ler os outros cinco na
ordem que lhe interessar para, dessa forma, ler o último. O plot twist do final
acaba desencadeando um impacto maior.
E
falando nele, Vic bem sabe o quanto eu surtei quando terminei o livro. Eu
precisava de alguém para conversar sobre esse livro (ainda preciso. Pessoas que
leram ele, por favor me add). Indiquei ele no meu stories no instagram, falei
dele para TODOS os meus amigos. É, de longe, um dos melhores livros que eu li
em 2016, além de ter sido uma ótima introdução às obras do Raphael, que por
sinal, já estou bem ansiosa para ler o próximo. Mas, depois da leitura, eu me
fiz um questionamento e acho que todos deveriam fazer: Será que estamos prontos
para lidar com nossos próprios pecados e demônios?




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