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Euphoria e o que é ser juventude no mundo inclusivo

15:21Yakine


Você pode não ter ouvido falar sobre o novo fenômeno da HBO. Ou ter ouvido e pensando que é apenas um remake americano de Skins. A verdade é que essa é uma daquelas séries que você precisa engolir a seco, respirar e devorar com atenção e dedicação a história e todos os seus por menores. 

Lançada em junho de 2019, Euphoria chamou a atenção do mundo todo com as suas temáticas polêmicas, cenas detalhistas e personagens não tão caracterizados. A trama conta a história de Rue, uma jovem de 16 anos, que está de saída da reabilitação após sofrer uma overdose e como ela conduzirá sua vida a partir desta segunda chance. Apesar da personagem de Zendaya (Homem-Aranha: Longe de Casa) ser a principal da série, ela não é a única em destaque. Logo nos dois primeiros episódios, nos confrontamos com a realidade do restante do elenco e conseguimos ter um vislumbre das camadas que aparecerão durante a temporada. 

Mas a minha intenção com o post de hoje não é ser técnica e nem opinar sobre a obra em si, mas oferecer um ponto de vista e iniciar uma conversa sobre a juventude atual (que estou inclusa) e como lidamos diariamente com as nossas questões. 

Ainda na metade da série, precisei reavaliar minha forma de consumo dela. Euphoria não é uma série fácil de ser consumida. Inúmeros são os seus gatilhos, já que a série aborda temáticas extremamente pesadas e reais. Sim, diferente de Skins, Euphoria faz questão de deixar o tom e nível dos acontecimentos em uma realidade completamente palpável, suave e, eu diria, cotidiana. Quando abordo a suavidade, falo sobre como questões como as drogas, a sexualidade e os traumas são abordados. E, na minha opinião, esse é o ponto forte da série. Cenas que dizem muito, significam muito sem apelar ao exagero ou ao incomum. Uma obra de arte, de roteiro à fotografia e atuação. 

Ainda não a finalizei. Após 5 episódios - de 8 no total - senti a necessidade de pensar e falar sobre ela. Como eu disse lá em cima, hoje eu não quero analisar a história, atuação ou fotografia, mas como essas histórias são tão reais no nosso dia-a-dia e não nos damos conta. 

Histórias como a de Rue, Jules, Nate, Maddy e Fez estão mais presentes na sua rotina do que você pode se dar conta. E, quero te informar que é este o motivo pelo qual essa série é necessária. Euphoria não é leve, não é fácil, mas é real, dura e sincera. A percepção de nós jovens como somos: adultos em construção, assustados, procurando brechas para esconder nossos traumas, sentimentos e pensamentos para tentar lidar com as responsabilidades e exigências da sociedade. Sendo vistos por outros olhos, olhos que julgam e não compreendem, mas que assim como nós, sofreram e ainda sofrem das repressões enfrentadas previamente. 

Euphoria é polêmica, crua e digna de premiações. Roteiro, direção, atuação, fotografia… cada detalhe diz respeito a uma camada da história de cada personagem, ou melhor, da SUA HISTÓRIA. Se tem dúvidas, minha dica é liga a tv e vai. 



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