Bella Ciao, bella ciao, ciao, ciao!
Começo esse post agradecendo a Netflix por existir e por apostar em coisas que ninguém mais apostaria! Que série caros amigos, que série! Desde atuação, enredo, narrativa até o final impecável, a série é de tirar o fôlego e te prende absurdamente.
La Casa de Papel tem uma trama repleta de surpresas que acompanha O Professor, um homem muito misterioso, que recruta mais oito assaltantes de alto padrão para planejar e executar perfeitamente o assalto a Casa da Moeda Espanhola.
Acompanhamos Tokyo (Úrsula Corberó), Nairóbi (Alba Flores), Rio (Miguel Herrán), Moscou (Paco Tous), Berlim (Pedro Alonso), Denver (Jaime Lorente), Helsinque (Darko Peric) e Oslo (Roberto García) antes e durante toda a façanha de imprimir 2,4 bilhões de euros e tirar da Casa da Moeda sem fazer muita sujeira e ainda sair com 100% de aprovação do público (gênios fazem assim).
Um plano que seria muito bem planejado e executado, onde não havia espaços para falhas - ou era assim que deveria ser na cabeça do Professor. Esse era o plano de sua vida, mas óbvio que nada seria tão fácil ou a série acabaria em 3 episódios.
Cada personagem marca, do seu jeito, a trajetória da série, deixando em cada episódio um motivo e que faz com que nós, espectadores, nos apaixonemos e fiquemos do lado deles durante todo o assalto. As narrações de Tokyo só ajudam para que simpatizemos mais com a história que nos é contada.
A dinâmica da série deixa claro que a intenção desta produção é nos conquistar, nos fazer "cúmplices" do assalto. Não é a toa a quantidade de fantasias de La Casa de Papel que teve no carnaval né?! O final da série é "fácil" de adivinhar e de ver acontecendo, o que deixa a narrativa empolgante são os cliffhangers e as saídas de mestre que acontecem a cada 20 min de trama. É eletrizante perceber como são compostas as interações entre os personagens e o plano do Professor, além da trama externa a Casa da Moeda.
Falando sobre trama externa... esse foi o único ponto que me trouxe um leve incomodo. O romance entre a Inspetora Raquel e o Professor, e o triângulo amoroso que eles formam junto com Ángel. Acredito que as cenas e a dinâmica entre os doia poderia ter sido mais moderado. Durante muitos episódios, senti um exagero dentro do núcleo do romance. Assim como a loucura vivisa entre Tokyo e Rio. Tudo se encaixa no explicar e no desinvolvimento final da trama, porém poderiam ter sido melhor desenvolvidos conforme a história fosse acontecendo. Principalmente em uma das reviravoltas do últimos capítulos que envolviam Ángel e Raquel.
E para finalizar, preciso deixar meus parabéns aos atores, principalmente a Pedro Alonso (o Berlim) que conseguiu trazer nuances de personalidade incríveis ao personagem, trazendo o sentimento de acolhimento do público no ato final.
Mesmo com o final previsível e com o roteiro que parecia adaptação de 300 outros filmes do mesmo gênero, La Casa de Papel conseguiu arrancar o fôlego de muita gente ao redor do país que, como eu, não conseguiu esperar o lançamento oficial do Netflix no dia 06 de Abril, mas que vai reassistir quando iaao acontecer.
Por hoje, isso é tudo pessoal (peguem a ref)!




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