Precisamos conversar sério sobre esse assunto. Há algum
tempo, as grandes produtoras de cinema de Hollywood tem dado preferência a
produzir filmes de grande comercialização e sucesso, os chamados blockbusters,
baseados em livros que bombaram na internet ou entre uma faixa etária
especifica, os best-sellers.
A ideia de realizar estas adaptações é maravilhosa, faz
atrair novos leitores, leva aquela história para as pessoas que nunca leram...
o problema é quando o diretor/roteirista esquece que como base daquele filme
existe um livro, algo que o autor levou um certo tempo e carinho para
confeccionar com maestria.
O último filme de adaptação que assisti foi “O orfanato da
Srta. Peregrine para crianças peculiares” e tenho que confessar... graças a
deusa que li o livro antes. Houve um desrespeito imenso a obra original.
Personagens principais com peculiaridades trocadas, enredo confuso e disperso
do original. Apesar da boa fotografia, cenário, caracterização, o filme pecou
em não ter fidelidade ALGUMA com o enredo original.
- Ah yakine, mas é uma adaptação... o nome já diz tudo!
Gente, na mo ral, vocês já leram Percy Jackson e depois
assistiram ao filme?! Não critico aqui neste post os filmes de adaptação em
geral, critico aqueles que não modificam uma cena ou outra, ou enxugam livro...
critico as adaptações que fogem de basicamente toda, repito TODA, a história
original.
Sabemos que existem adaptações maravilhosas como todos os
Harry Potter’s, a trilogia do Senhor dos Anéis, a saga Jogos Vorazes, As Crônicas de Nárnia, entre outros. Mas precisamos ser honestos ao que está acontecendo. A
comercialização e a necessidade de atender a uma demanda de fãs, “exigindo” das
produtoras um filme daquela obra está acabando com a beleza de certas
histórias. É complicado lidar com isso, existe o ego do diretor e roteirista,
existe orçamento das produtoras...
Confesso que há filmes que superam o livro como “A garota no trem” e
“Querido Jhon”.
Contudo, histórias como a do Orfanato da Srta. Peregrine,
Percy Jackson, Os Instrumentos Mortais, Esquadrão Suicida entre outros, nos
fazem – como fãs – questionar se as adaptações valem a pena. Recomendo a todos
que conheço a lerem os livros antes de assistir aos filmes. Fico imaginando se
os escritores destes livros não se incomodam com o resultado das produções,
como Stephen King, que diz odiar as adaptações de “O Iluminado” e “Carrie: A
estranha”.
Enfim, meu desabafo é esse... aconselho e sempre
aconselharei: leiam/ouçam* o c4r4lh@ dos livros, não mata. É mais interessante
saber que a Srta. Peregrine termina o primeiro livro na forma de ave e que
Chronos ganha forma no último livro.
*Para quem não sabe, existe, atualmente, áudio books** de
vários livros.
**Aúdio books são gravações onde alguém, na maioria das
vezes um famoso, ler o livro. Foi uma técnica que iniciou para integrar obras
aos leitores com deficiência audiovisual.




1 comentários
Fãs sempre sofrem com adaptações, isso é algo que nunca irá mudar.
ResponderExcluirQuando tem algum filme adaptado que saiba aproveitar bem o enredo e personagens, fica "maravilhindo".
Mas quando modificam tudo e chega quase a usar somente o nome (em casos extremos), é revoltante.
Eu sempre que assisto filme adaptado de qualquer outra mídia, tento ir sem expectativas, pois sei que dois fatores acabam por determinar as decisões dos diretores, produtores e toda a galera envolvida na produção e criação:
Público novo (novo no sentido de não conhecer a obra original) e dinheiro.
São estas pessoas que nunca tiveram contato com a obra (nada contra elas, gosto não se discute) que acabam por lotar as salas de cinema e por consequência, o investimento feito pelo pessoal que fizeram o filme precisa retornar.
Sendo assim, creio que filmes adaptados (por mais parecido que seja do obra) haverá certos problemas, na maioria das vezes com o enredo ou com os personagens.
Exemplos de filmes com problemas assim são os Resident Evil (todos) e Constantine.
Acredito que série seja uma das melhores formas de trabalhar com adaptações de livros e etc, pois tem tempo para trabalhar a personalidade dos personagens e conseguir criar todo clima e história no qual estão envolvidos.